07/03/2017

São Paulo instala o Comitê Gestor do Programa Paulista de Biogás

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Além de traçar diretrizes para o programa, o Comitê define percentuais de biogás e biometano na matriz energética paulista

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A Secretaria de Energia e Mineração instalou nesta terça-feira, 7 de março, o Comitê Gestor do Programa Paulista de Biogás, que tem como objetivo discutir as políticas públicas voltadas para a ampliação do biogás e do biometano na matriz energética do Estado de São Paulo.

O Comitê irá propor, entre outras medidas, o percentual de biometano que deve ser injetado na rede de gás natural canalizado no Estado de São Paulo. Esse valor passará para aprovação do Cepe – Conselho Estadual de Política energética, que validando atualizará o percentual no Programa Paulista de Energia – PPE 2030.

Participaram os membros do Comitê Renato Fernandes de Castro, Raoni Venturieri de Andrade Lima, Francisco Baccaro Nigro, Jussara de Lima Carvalho, Luiz de Castro Sampaio e Marcelo Kenji Miki.

“A ampliação do uso do biometano na distribuição de gás natural canalizado, além de aproveitar como insumo um resíduo do processo do setor sucroenergético, ainda dá boa destinação à vinhaça, que antes era considerada um grande problema. Ganha o setor energético e ganha o meio ambiente”, afirmou João Carlos Meirelles, secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo.

O Programa Paulista de Biogás, criado pelo decreto nº 58.659/2012, tem como objetivo estabelecer a adição de um percentual mínimo de biometano ao gás canalizado comercializado no Estado de São Paulo, ação prevista no PPE – Plano Paulista de Energia, que estabelece políticas públicas capazes de estimular o crescimento econômico com um uso menos intensivo de energia, por meio da eficiência energética, da ampliação do uso de energias renováveis e da substituição de insumos fósseis por fontes menos impactantes ao meio ambiente.

As ações estão em sintonia com o RenovaBio 2030, programa do Ministério de Minas e Energia lançado em dezembro de 2016, que visa garantir a expansão da produção de biocombustíveis baseada na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e financeira, compatível com o crescimento do mercado e em harmonia com os compromissos brasileiros assumidos na COP21.

Participaram também os suplentes do Comitê Eliésio Francisco da Silva, Daniel Guimarães de Araújo e Rosane Ebert Miki.

Gás Natural em São Paulo

São Paulo é o maior consumidor nacional de gás natural, utilizando anualmente cerca de 6 bilhões de metros cúbicos, sendo que a indústria paulista consome cerca de 75% desse valor.

Apesar de ser um combustível fóssil, o gás natural é uma alternativa ambientalmente vantajosa em comparação com o óleo combustível, contribuindo com a redução das emissões de gases de efeito estufa.

O Estado está dividido em três áreas de concessão de distribuição de gás canalizado, sendo atendido pelas empresas Comgás, Gás Brasiliano e Gás Natural Fenosa.

São Paulo conta com uma extensa rede de gasodutos, que trazem o gás natural da Bolívia e da Bacia Santos para o consumo local e também para o transporte desse gás para o sul do país, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Está em andamento a instalação de uma planta com capacidade de produzir 5 milhões de metros cúbicos de biometano, por meio da purificação do biogás gerado a partir da vinhaça. Esse empreendimento é uma parceria entre a Usina Malosso e a Gas Brasiliano, onde serão investidos R$ 16 milhões.