25/04/2017

EDP prevê investimentos de R$ 3 bi em linhas e subestações arrematadas no leilão

Fonte: Canal Energia

Grupo fez seleção que eliminou 25 dos 35 lotes, com base em critérios financeiros, ambientais, fundiários e logísticos

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O grupo português EDP Energias do Brasil prevê investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões na construção das linhas de transmissão e das subestações arrematadas nesta segunda-feira (24) no leilão de concessão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica, em São Paulo. A maior fatia do recurso será destinada ao projeto da LT 500 kV Estreito – Cachoeira Paulista, com 375 km, entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, que demandará um capex de R$ 1,290 bilhão, de acordo com apresentação em teleconferência destinada a analistas de mercado na noite de hoje pelo board da holding.

Em um detalhamento das condições técnicas e financeiras que levaram a companhia a entrar na disputa de dez dos 35 lotes colocados em disputa no certame de hoje, o CEO do grupo no Brasil, Miguel Setas, explicou que apenas pelo critério de dimensão, excluindo projetos abaixo de R$ 200 milhões de orçamento, 12 lotes foram rejeitados antecipadamente. Outros pontos de corte de reduziram o escopo de interesse da empresa na licitação foram o acesso, segundo o qual foram eliminados empreendimentos na Região Amazônica; e ainda questões ambientais, fundiárias e logísticas associadas a outros projetos.

No total, os quatro projetos nos quais a empresa obteve sucesso na disputa somam 1.184 km de extensão, e terão prazos entre 48 e 60 meses para entrar em operação. A intenção da companhia é promover antecipações no início de funcionamento em todos os quatro lotes, variando de cinco até 19 meses de ganho de prazo. Todos os fornecedores e responsáveis pelas obras já estão contratados pela EDP: as linhas dos lotes 7 e 11 serão construídas pela Cesbe, enquanto os lotes 18 e 21 ficarão a cargo da Camargo Correa – ambas ainda viabilizarão duas das subestações, além de ABB e Weg.

De acordo com a empresa, a alavancagem para viabilização dos projetos vai variar de 70% a 80%, e a previsão de retorno real estimada é de 12% a 14%. Animado com o resultado e o aumento da presença da companhia no segmento de transmissão, Setas salientou que os estudos internos serviram de base para a entrada em projetos considerados atraentes. “Fizemos análises criteriosas, segmentadas, e com isso conseguimos montar um quadro de riscos muito controlado, preservando uma rentabilidade adequada. Foi uma aposta muito coerente com a estratégia do grupo”, avaliou o executivo.