25/04/2017

Governo de São Paulo economiza R$ 59 milhões com programa de gestão de contratos de energia elétrica

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Programa da Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo completou cinco anos com a adequação de 707 contratos de órgãos públicos

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O Sistema Gesfat – Gestão e Análise de Faturas e Contratos de Energia Elétrica, realizado pela Secretaria Estadual de Energia e Mineração de São Paulo completou cinco anos com motivos para comemorar. Ao todo, foram economizados para os cofres públicos do Estado R$ 59 milhões na gestão e monitoramento de 1.648 unidades de alta e média tensão do Governo paulista, onde 707 contratos sofreram alteração em função desse trabalho.

O sistema visa a redução de despesas com energia elétrica, por meio da eliminação de penalidades e da otimização dos contratos de fornecimento com as distribuidoras de energia.

O custo com energia elétrica nas unidades analisadas pela Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo, em 2016, foi de R$ 397,4 milhões. Já a economia total dos contratos no ano passado foi de R$ 29,4 milhões, o que representa uma redução de 7,4%.

As Secretarias de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, de Saúde e da Administração Penitenciária respondem por 72% da economia gerada pela gestão das faturas nos últimos cinco anos.

“Com esse trabalho, além de gerarmos uma economia para os cofres públicos, queremos mostrar para a iniciativa privada a importância de realizar a gestão correta dos contratos de energia. Muitas empresas, principalmente em virtude da diminuição da produção devido a crise, estão pagando mais do que deveriam por não terem atualizado seus contratos junto às concessionárias”, destaca o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.

Os contratos de energia elétrica do Grupo A (alta e média tensão), onde se paga pela demanda e pelo consumo de energia elétrica, são diferentes dos contratos do Grupo B (baixa tensão), onde se paga apenas pelo consumo, como é caso das residências. No Grupo A, os contratos só podem ser alterados uma vez por ano e caso não sejam atualizados, são renovados automaticamente.

As empresas também podem fazer a gestão de suas contas de fornecimento de energia, analisando os gastos passados e, se for o caso, propor alterações nos contratos deste serviço. “É muito fácil solicitar essa modificação às concessionárias. Um profissional capacitado deve analisar as últimas 12 faturas, onde serão verificadas as datas adequadas de vencimento, fator de potência, tipo de contratação e análise do enquadramento tarifário. Se algum destes itens estiver fora de escopo a empresa deve solicitar o novo enquadramento”, explica o subsecretário de Energia Elétrica, Henrique Ferraz.

O Estado de São Paulo é responsável por aproximadamente 30% do consumo de energia elétrica do país. A soma de Iluminação Pública, Poder Público e Serviços Públicos consome 11.311 GWh, aproximadamente 8,6% do consumo de energia elétrica do Estado.