13/04/2017

Indústrias de energia solar e eólica paralisam investimentos neste ano

Fonte: Folha de S.Paulo

eolica e fotovoltaica

Empresas do setor de energia eólica e solar congelaram seus planos de investimento desde dezembro do ano passado, quando um leilão de reserva do setor foi cancelado às vésperas de sua realização.

A chinesa BYD aguarda um novo certame para investir entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões na expansão de sua fábrica de painéis solares em Campinas (SP), afirma o diretor Adalberto Maluf.
“As empresas ganhadoras são nosso grande foco. O cancelamento frustrou, mas acreditamos que até o fim deste ano haverá um leilão.”

Para a Pacific Hydro, que acaba de ser comprada pela Spic (State Power Investment Corporation), os planos de expansão no país são de longo prazo e não foram afetados, segundo a presidente no Brasil, Adriana Waltrick.

A empresa já tem terreno comprado e licenciamento ambiental aprovado para dois parques eólicos, que deverão somar 250 megawatts. O investimento não foi aberto, mas a média de aporte por megawatt é de R$ 6 milhões.

A geração distribuída tem compensado em parte a falta de leilões, diz Orestes Gonçalves Junior, sócio da Sunlution. “Houve um vazio de demanda desde dezembro. Temos buscado contratos de geração em fazendas e no setor de saneamento básico.”

A demanda, porém, não justifica grandes aportes, segundo Bernardo Scudiere, sócio da SGP Solar, que hoje importa todos os equipamentos. “Nosso plano de construir uma fábrica no Brasil depende da realização de leilões.”

Ventos chineses
Com a aquisição pela chinesa Spic (State Power Investment Corporation), a Pacific Hydro, de geração eólica, deverá acelerar seus investimentos no país, segundo a presidente da empresa no Brasil, Adriana Waltrick.

O valor previsto para os aportes não foi revelado, mas, “a princípio, o grupo não tem restrição de caixa”, diz ela.

Abril em Mercado Aberto

Retrato Adriana Waltrick, presidente da Pacific Hydro Brasil, empresa que acaba de ser comprada pela chinesa State Power Investment Corporation
A aquisição de grandes hidreléticas é um dos principais planos da companhia no Brasil, afirma a executiva.

A empresa também prevê aquisições de usinas eólicas em operação no país -principalmente na região Nordeste.

Além disso, a Pacific tem dois projetos de parques eólicos prontos para serem iniciados, mas que estão no aguardo de novos leilões do setor.

Atualmente, a empresa opera duas unidades de geração na Paraíba.

Em relação às negociações da Spic para a compra da usina de Santo Antônio, Waltrick disse que não comentaria.
58 MW é a capacidade dos atuais dois parques eólicos da empresa no Brasil
US$ 113 bilhões (cerca de R$ 354,13 bilhões) são os ativos da chinesa Spic nos 36 países em que a empresa atua.