12/04/2017

Meirelles participa de reunião do CNPE que aprovou a realização da 3ª Rodada do Pré-Sal

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Conselho também deliberou sobre conteúdo local e calendário de leilões até 2019

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O secretário de Energia e Mineração de São Paulo, João Carlos Meirelles, participou nesta terça-feira, 11 de abril, da 1ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de 2017, realizada na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília.

Presidida pelo ministro Fernando Coelho Filho, na reunião foi aprovada a realização da 3ª Rodada de licitações pelo regime de partilha no Pré-Sal, onde serão ofertadas quatro áreas localizadas nas Bacias de Campos e Santos, na região do polígono do Pré-sal, relativas aos prospectos de Pau Brasil, Peroba, Alto de Cabo Frio-Oeste e Alto de Cabo Frio-Central.

“São Paulo tem apresentado crescimento na produção de petróleo e com os novos leilões deve, brevemente, assumir a vice liderança nessa atividade no país”, disse o secretário de Energia e Mineração de São Paulo, João Carlos Meirelles.

O ministro Fernando Coelho ressaltou a importância das deliberações do CNPE. “O CNPE de hoje retoma para o mercado de óleo e gás e para o cenário internacional não só a volta das realizações dos leilões, como das áreas do pré-sal, mas também um calendário para realização de leilões nos próximos anos. Com as novas mudanças que foram feitas pelo governo, principalmente na questão do operador único do pré-sal, esperamos que as empresas tenham tempo suficiente para aprovar os orçamentos”, destacou.

Também participaram da reunião representantes da Casa Civil e do Ministério da Fazenda; Ministério do Meio Ambiente; Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; e Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

As resoluções aprovadas pelo colegiado seguem agora para a Presidência da República.

Veja os principais assuntos deliberados na reunião extraordinária do CNPE:

1. O CNPE aprovou a realização da Terceira Rodada de Licitações sob o regime de partilha de produção, prevista para ocorrer em novembro de 2017. No certame serão ofertadas quatro áreas localizadas nas Bacias de Campos e Santos, na região do polígono do Pré-sal, relativas aos prospectos de Pau Brasil, Peroba, Alto de Cabo Frio-Oeste e Alto de Cabo Frio-Central.

2. Foi aprovado o calendário plurianual de rodadas de licitações, até então inédito no Brasil, de blocos exploratórios, concessão e partilha, e de campos terrestres maduros. A medida confere previsibilidade aos investidores e empresas do setor, o que aumenta a atratividade do País. Isso vai permitir aos investidores um melhor planejamento com uma consequente intensificação das atividades de exploração e produção no País, que se reflete no curtíssimo prazo em estudos para aquisição de dados geológicos e geofísicos.

Com esse objetivo, o CNPE já havia aprovado e divulgado anteriormente a realização, durante o ano de 2017, das seguintes rodadas:

• 4ª Rodada de Licitações, na modalidade de concessão, de campos terrestres maduros (acumulações marginais);
• 2ª Rodada de Partilha, com áreas unitizáveis do pré-sal;
• 14ª Rodada de Licitações na modalidade de concessão.

Adicionalmente, nesta 1ª reunião extraordinária do CNPE, foram aprovadas as seguintes rodadas:

• Na 3ª Rodada de Partilha, prevista para novembro de 2017, serão ofertados os prospectos de Pau Brasil e Peroba na Bacia de Santos e Alto de Cabo Frio-Oeste e Alto de Cabo Frio-Central, no limite das bacias de Santos e Campos;
• Na 4ª Rodada de Partilha, prevista para maio de 2018, devem ser avaliados os prospectos de Saturno, Três Marias e Uirapuru, na Bacia de Santos, e os blocos exploratórios C-M-537, C-M-655, C-M-657 e C-M-709, situados na Bacia de Campos;
• Na 5ª Rodada de Partilha, prevista para o segundo semestre de 2019, devem ser avaliados os prospectos de Aram, Sudeste de Lula, Sul e Sudoeste de Júpiter e Bumerangue, todos na Bacia de Santos;
• Na 15ª rodada de licitações de blocos, na modalidade de concessão, prevista para maio de 2018, devem ser selecionados blocos das bacias marítimas da Foz do Amazonas (setores SFZA-AP1, AP2, AR1 e AR2), do Ceará (setores SCE-AP2 e AP3) e Potiguar (setores SPOT-AP1, AP2 e AR2), de águas ultraprofundas fora do Polígono do pré-sal das bacias de Campos (setor SC-AP4) e de Santos (setor SS-AUP1), e das bacias terrestres do Paraná (setores SPAR-N e CN) e do Parnaíba (setores SPN-SE e N), além de blocos de setores terrestres das Bacias de Sergipe-Alagoas, Recôncavo, Potiguar e Espírito Santo;
• Na 16ª rodada de licitações de blocos, na modalidade de concessão, prevista para o segundo semestre de 2019, deverão ser selecionados blocos das bacias de Camamu-Almada (setores SCAL-AP1 e AP2) e Jacuípe (setor SJA-AP) e de águas ultraprofundas fora do Polígono do pré-sal das bacias de Campos (setor SC-AP5) e de Santos (setor SS-AUP5), e das bacias terrestres do Solimões (setor SSOL-C) e Parecis (setores SPRC-L e O), além de blocos de setores terrestres das Bacias de Sergipe-Alagoas, Recôncavo, Potiguar e Espírito Santo;
• Na 5ª rodadas de licitações de campos terrestres maduros, ainda a serem definidos, prevista para maio de 2018;
• E na 6ª rodadas de licitações de campos terrestres maduros, ainda a serem definidos, prevista para o segundo semestre de 2019.

Conteúdo local: Sobre o tema, o CNPE, definiu que:
• Nas individualizações da produção, em situações onde as jazidas de petróleo e gás natural se estendam para áreas não contratadas, as regras de Conteúdo Local aplicáveis a elas não poderão criar obrigações adicionais em relação às regras de Conteúdo Local pertinentes à(s) área(s) sob contrato adjacente;
• O Conteúdo Local mínimo obrigatório a ser exigido em cada área não contratada unitizável da 2ª Rodada de Licitações, sob o Regime de Partilha de Produção na Área do Pré-Sal, deverá ser igual às condições exigidas a esse título nos contratos das áreas adjacentes;
• A partir da 4ª Rodada de Licitações de Áreas Terrestres com Acumulações Marginais de Petróleo e Gás Natural, o Conteúdo Local não será objeto de exigência contratual;
O Conteúdo Local mínimo obrigatório a ser exigido em cada área da 3ª Rodada de Licitações sob o Regime de Partilha de Produção, na Área do Pré-Sal, atenderá aos seguintes critérios:
• Fase de Exploração com mínimo obrigatório global de 18%;
• Etapa de Desenvolvimento da Produção: 25% para Construção de Poço; 40% para o Sistema de Coleta e Escoamento, e 25% para a Unidade Estacionária de Produção.

O Conteúdo Local mínimo obrigatório, a ser exigido na 14ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural sob Regime de Concessão, atenderá aos seguintes critérios:

• Os compromissos de Conteúdo Local serão definidos em cláusulas específicas do Contrato e não serão adotados como critério de julgamento das ofertas na Licitação;
• Para Blocos em Terra, os percentuais mínimos de Conteúdo Local obrigatório serão os seguintes:
o Fase de Exploração com mínimo obrigatório global de 50%;
o Etapa de Desenvolvimento da Produção com mínimo obrigatório global de 50%.

• Para Blocos em Mar, os percentuais mínimos de Conteúdo Local obrigatório serão os seguintes:
• Fase de Exploração com mínimo obrigatório global de 18%;
• Etapa de Desenvolvimento da Produção: 25% para Construção de Poço; 40% para o Sistema de Coleta e Escoamento; e 25% para a Unidade Estacionária de Produção.

Extensão Prazo Exploratório 12ª Rodada: Considerando os baixos preços do petróleo no mercado internacional, com a consequente redução da capacidade de investimentos das empresas petroleiras atuantes no País, o CNPE recomendou que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) analise a prorrogação da Fase de Exploração dos Contratos de blocos outorgados na 12ª Rodada de Licitações, ocorrida em novembro de 2013, considerando não apenas as cláusulas contratuais, mas também o objetivo maior do interesse nacional e a preservação dos investimentos no País. A possibilidade de prorrogação da Fase de Exploração é prevista no Edital e no contrato, a depender de critérios da Agência.

Diretrizes para importação de biocombustíveis: O CNPE aprovou a Resolução que estabelece as diretrizes para importação de biocombustíveis.

De acordo com a resolução, os agentes regulados que exercerem a atividade de importação de biocombustíveis deverão atender às mesmas obrigações de manutenção de estoques mínimos e de comprovação de capacidade para atendimento ao mercado exigidas dos produtores de biocombustíveis instalados no País.