26/05/2017

Alckmin inaugura usina solar que abastecerá os parques Villa-Lobos e Cândido Portinari

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Projeto é o primeiro do Brasil a ser instalado em parque público

O governador Geraldo Alckmin inaugurou nesta sexta-feira, 26 de maio, a primeira usina solar do país instalada em um parque público. Desde o início do mês, os Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, localizados na zona oeste da Capital, estão sendo abastecidos por energia solar.

“São Paulo é tema de energia renovável. Temos biomassa, bioenergia, hidroeletricidade, a cadeia produtiva da indústria eólica e energia solar com mais um belo exemplo de usina fotovoltaica, desta vez em um parque público. Além da sustentabilidade e da importância para o meio ambiente esta usina irá economizar 270 mil reais por ano. É um ganha-ganha”, disse Alckmin.

O projeto, idealizado pela Secretaria de Energia e Mineração, foi executado pela Cesp – Companhia Energética de São Paulo e contou com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente, além de empresas privadas. O investimento de R$ 17 milhões, destinado à construção da planta e realização de pesquisa na aérea de energia fotovoltaica, foi aportado pela Cesp e parceiros por meio do programa de pesquisa e desenvolvimento da Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

“Essa é a marca do governo Geraldo Alckmin: inovação, sustentabilidade e redução de despesas. Além desta usina solar, na Capital, estamos fazendo na cidade de Rosana um Complexo de Energias Renováveis do Futuro com solar flutuante, painéis fotovoltaicos flexíveis, torre eólica e energia heliotérmica. Todas conectadas à hidrelétrica de Porto Primavera”, destacou o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.

A principal instalação do projeto é uma minicentral fotovoltaica de 531 quilowatts-pico (kWp), localizada em um bolsão do estacionamento do Parque Cândido Portinari, onde 2.095 módulos fotovoltaicos realizam a cobertura de 264 vagas totalizando 3.400 metros quadrados. Além da usina, foram instaladas uma estação solarimétrica, uma microcentral de 9 kWp e 40 postes que geram a própria luz.

Esse é o maior projeto de mini geração solar distribuída em um parque do Brasil. O sistema tem capacidade de produção anual de 665 megawatt-hora (MWh) e foi dimensionado para atender a demanda do estacionamento, lanchonete e área de esportes do parque.

A energia gerada pelas plantas fotovoltaicas passou a atender em maio de 2017 os dois parques. Somados, Villa-Lobos e Cândido Portinari consomem mensalmente cerca de 55 MWh, o que representa um custo anual de aproximadamente R$ 390 mil. Com a implantação da usina solar, os parques terão uma redução de cerca de 70% do valor da conta de luz, o que representa a economia de R$ 270 mil para os cofres públicos.

Mesmo com essa produção de energia elétrica, o parque continua conectado à rede de fornecimento da AES Eletropaulo. Isso porque, no momento em que não houver a produção de energia, seja no horário noturno ou em dias com forte nebulosidade, os parques serão abastecidos pela eletricidade da rede, o que é conhecido como sistema de compensação de energia.

O empreendimento foi desenvolvido com a finalidade de estudar os aspectos regulatório, econômico, técnico e comercial da energia solar. Além da obtenção de dados de geração fotovoltaica para pesquisas acadêmicas, o projeto pretende propagar o uso de energia fotovoltaica entre os visitantes, demonstrando que a geração de energia solar é amigável ao meio ambiente e pode se integrar com as instalações urbanas.

A Cesp administrará a usina até novembro deste ano, quando se encerra o projeto de P&D da Companhia junto à Aneel. A partir de dezembro a administração da usina passará para a Secretaria do Meio Ambiente, responsável pelos Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari.

O projeto conta com a participação das empresas RTB Energias Renováveis, AES Eletropaulo, AES Tietê, Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico, Engre Energias Renováveis, Foz do Rio Claro e Ijuí Energia, além do apoio das Secretarias de Energia e Mineração e do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Potencial paulista

O Levantamento do Potencial da Energia Solar Paulista, estudo conduzido pela Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, aponta um potencial de geração estimada de 12 milhões MWh/ano, suficiente para abastecer 4,6 milhões de residências. O estudo demonstra que São Paulo tem potencial a ser explorado de 9.100 MWp e as regiões que mais se destacam no Estado são Araçatuba, Barretos e Rio Preto.

A energia solar fotovoltaica vem crescendo fortemente nos últimos anos no Estado de São Paulo. Atualmente, são 2.112 instalações em casas, comércios, indústrias, entre outros, com potência instalada de 11,15 MW. Crescimento de 6.000% na potência instalada em relação a 2014.

Principais projetos em São Paulo

São Paulo vem ampliando sua importância na geração de energia fotovoltaica. A primeira usina do Estado é a de Tanquinho, no município de Campinas, com potência de 1.082 quilowatt-pico (kWp) e capacidade de gerar 1,6 gigawatt/hora (GWh) por ano. A segunda usina fotovoltaica está na Universidade de São Paulo – USP, na capital paulista e foi desenvolvida pela ISA/CTEEP em conjunto com a Cesp.

O Estado também contará com empreendimentos que serão instalados pela iniciativa privada em Dracena e Guaimbê com potência de 270 megawatt-pico (MWp).

A Cesp também realiza um projeto piloto na cidade de Rosana. Trata-se da primeira usina fotovoltaica com sistema flutuante do Brasil e utiliza tecnologia de placas flexíveis e rígidas localizada na usina Engenheiro Sérgio Motta – Porto Primavera. O projeto recebeu investimento de aproximadamente R$ 23 milhões e consiste na instalação de duas plantas com painéis solares rígidos de 250 quilowatts (kW) em terra e 25 kW em sistema flutuante, e outras duas plantas com painéis solares flexíveis com 250 kW em terra e 25 kW em sistemas flutuantes. Além das instalações existentes está em fase de implantação uma turbina eólica e uma minicentral heliotérmica de energia, com utilização de espelhos parabólicos.