03/05/2017

Mobilidade Elétrica: Laboratório da CPFL em operação no CPqD

Fonte: Canal Energia

A ideia é reunir informações sobre o impacto dos veículos elétricos na rede de Campinas

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O Laboratório de Mobilidade Elétrica da CPFL está em funcionamento nas instalações do CPqD, como parte do Programa de Mobilidade Elétrica – Emotive, conduzido pela companhia e com apoio de recursos do programa de pesquisa e desenvolvimento da Aneel. O principal objetivo do laboratório é coletar dados reais sobre o comportamento e os impactos dos veículos elétricos na rede de distribuição de energia da Região Metropolitana de Campinas.

“O nosso Programa de Mobilidade Elétrica tem sido pioneiro no estudo dos impactos que os veículos elétricos podem causar em nossa rede e para o próprio consumidor. Esse projeto de P&D faz parte de nosso portfólio de projetos estruturantes da área de inovação, que são de maior porte e com foco em tecnologias do futuro”, explica Rafael Lazzaretti, diretor de Estratégia e Inovação da CPFL.

Para realizar os testes, foram instalados quatro pontos de carregamento, chamados eletropostos: um rápido, um semi-rápido e dois lentos. Com potência de 40 kW e tensão de 380V/Trifásico, o eletroposto rápido permite o carregamento da bateria em 30 minutos (para 80% de carga) a uma hora (para 100%). Já o semi-rápido tem 20 kW de potência, tensão de 220V/Trifásico e possibilita o carregamento completo da bateria no período de uma a duas horas. Os outros dois pontos oferecem potência de 3,7 kW e demandam de 6 a 8 horas para o carregamento da bateria (a tensão é 220V/Mono ou Bifásico).

“Estamos realizando nesse laboratório diversos testes em veículos elétricos, de diferentes fabricantes, para avaliar o comportamento durante a recarga da bateria e o impacto que esse processo pode causar na rede elétrica”, explica Vitor Arioli, pesquisador da área de Sistemas de Energia e responsável por esse projeto no CPqD. “Também estamos avaliando eletropostos de diversos fabricantes e, ainda, o impacto que a utilização do veículo elétrico como fonte de geração distribuída poderá ter na rede de distribuição”, acrescenta.

Com investimento total estimado em R$ 21,2 milhões, o programa teve início em agosto de 2013 e deverá ser concluído em maio de 2018. Além do CPqD, participam da sua execução a Unicamp e a empresa Daimon, responsáveis pelos vários estudos que fazem parte do projeto – entre eles, estudo de viabilidade econômica, novos modelos de negócios, cenários de adesão, ciclos de vida dos veículos elétricos e baterias, tarifação e regulação.