09/06/2017

Petrobras aprova nova política de preços para gás de botijão

Fonte: Valor Econômico

gás de botijão

Por Juliana

SÃO PAULO – A diretoria da Petrobras aprovou nesta quarta-feira (7) a nova política de preços para a comercialização às distribuidoras do gás liquefeito de petróleo vendido em botijões de até 13 kg e de uso residencial, o chamado GLPP13.

O preço final às distribuidoras será formado pela média mensal das cotações do butano e do propano no mercado europeu, convertida em reais pela média diária das cotações de venda do dólar, conforme divulgado pelo Banco Central (BC), acrescida de uma margem de 5%.

Ainda segundo a Petrobras, as correções de preços terão vigência a partir do dia 5 de cada mês — com exceção de junho, quando o ajuste de preços passará a ser aplicado nas vendas às distribuidoras a partir de amanhã (8).

A aplicação da nova fórmula deve trazer um aumento médio nas refinarias de 6,7% no produto este mês.

Segundo a estatal, o preço final ao consumidor pode ou não refletir o ajuste feito nas refinarias, o que vai depender dos repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, principalmente distribuidoras e revendedores. A lei brasileira garante a liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados.

Se os integrantes da cadeia de combustíveis decidirem repassar integralmente aos consumidores a aplicação da nova fórmula de preços, o botijão pode subir, em média, 2,2% ou R$ 1,25 por unidade, caso sejam mantidas as margens de distribuição e revenda e as alíquotas de tributos.

Na composição de preços ao consumidor, a Petrobras responde por cerca de 25% do valor final, enquanto outros 20% são tributos. O restante (55%), de acordo com a companhia, é composto por distribuição e revenda.

A empresa afirmou ainda que o ajuste na política de preços foi aplicado sobre os preços praticados pela estatal sem incidência de tributos.

O último reajuste no preço do GLP-P13 aplicado pela Petrobras foi feito em 21 de março deste ano.

CNPE

O novo modelo foi definido com base na resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e não se aplica ao GLP destinado ao uso industrial e comercial.

Segundo comunicado da estatal, o CNPE reconhece como “interesse para a política energética nacional a comercialização, por produtor ou importador, de GLP destinado exclusivamente a uso doméstico em recipientes transportáveis de capacidade de até 13kg, a preços diferenciados e inferiores aos praticados para os demais usos ou acondicionados em recipientes de outras capacidades”.

A nova política de preços não terá como referência a paridade de preços internacionais e está em linha com o planejamento estratégico 2017-2021 da estatal, informou a companhia.