04/07/2017

Secretarias de Energia e Mineração, Meio Ambiente e Unesp promovem workshop sobre energias renováveis

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Objetivo do encontro foi a inclusão das universidades públicas estaduais numa ampliação dos debates sobre o assunto, com propostas de pesquisas de novas técnicas e tecnologias

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O secretário de Energia e Mineração de São Paulo, João Carlos Meirelles e o secretário adjunto da pasta, Ricardo Toledo, participaram do Workshop sobre Energias Renováveis, nesta terça-feira, dia 4 de julho, que ocorreu na sede da UNESP, em São Paulo. O evento recebeu aproximadamente 100 pessoas, entre integrantes do governo do Estado, integrantes da Universidade e representantes da iniciativa privada.

“Trata-se de uma agenda oportuna, que busca discutir qual é o papel dos atores sociais perante esse desafio. Isso demanda uma visão estratégica, que envolva, por exemplo a geração de produtos de maneira renovável e sustentável”, disse Meirelles.

Os últimos anos tem se caracterizado por intensas preocupações relacionadas com as alterações climáticas, com reflexos no meio ambiente e consequentes impactos em saúde humana, animal e produção de alimentos. Os palestrantes destacaram que economia mundial tem apresentado oscilações e recessão em muitos países, forçando a necessidade de redução de custos em serviços públicos. E as fontes alternativas de energia representam fontes de energia inesgotável, de baixo custo e baixo impacto ambiental, associadas à redução de poluentes e à preservação ambiental.

Para o reitor da Unesp, Sandro Valentini “”Todas essas instâncias precisam estar profundamente envolvidas nas próximas reuniões sobre o tema, que tenham como foco a aproximação entre pesquisadores, integrantes do governo estadual e empresas privadas tanto com impactos no PIB do país como em programas voltados para a redução das desigualdades sociais”, afirmou.

Argumentou ainda que a universidade tem plenas condições de dar retorno à sociedade que a financia na forma de conhecimento acadêmico por meio de artigos publicados e também contribuindo com a geração de riqueza na forma de pesquisas: “O Estado investe na inteligência das universidades, e isso pode trazer repercussões no setor empresarial, principalmente em São Paulo, que tem um sistema único com a autonomia de três universidades públicas (USP, Unesp e Unicamp) tendo a Fapesp como amálgama desse conhecimento”, mencionou.

Entre os parâmetros que nortearam o Workshop, está o Plano Paulista de Energia, que, em suas diretrizes e propostas de políticas públicas para o decênio 2011-2020, tem como objetivo estimular fontes alternativas e uso racional e eficiente de energia, tendo em vista o cumprimento dos objetivos e meta da Política Estadual de Mudanças Climáticas – PEMC.

Meirelles apontou ainda que um ponto essencial está na transição dos hidrocarbonetos de petróleo para energia renovável. “O fato é que não temos potencial energético tradicional para suportar um crescimento de 4% num futuro próximo. A manutenção de energias como gás natural e solar ao longo do tempo envolve alto grau de tecnologia e de complexidade, que demanda uma visão sistêmica e estratégica. Encontros como este fomentam um momento histórico, uma oportunidade única de fazer um imenso trabalho conjunto entre o Estado, as universidades como centros de inteligência, e as empresas”, concluiu.

O secretário adjunto da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Antonio Velloso Carneiro relatou as políticas da pasta: “Para o etanol existe um protocolo de boas práticas com setor produtivo, no âmbito da coleta e do tratamento de resíduos sólidos o desafio é o lixo urbano ser trabalhado junto com as prefeituras, e há ações no sentido de licenciamento simplificado de energia elétrica solar fotovoltaica”, destacou.

Antonio Celso de Abreu, subsecretário de Energias Renováveis e uma dos palestrantes, relembrou a importância de leilões específicos para fontes renováveis ou regionais e a questão do financiamento de produtos: “A não realização de leilões frustrou a cadeia produtiva e precisam urgentemente ser retomados. Para viabilizar os financiamentos, é preciso que os equipamentos sejam certificados e que tenham garantia”, afirmou.

Carlos Graeff, pró-reitor de Pesquisa da Unesp, lembrou que o Workshop teve seu início em rodadas de discussões da Secretaria de Energia e Mineração : “O desenvolvimento humano está atrelado ao uso da energia e trouxe benefícios, transformações e problemas como o aquecimento global. Cabe a sociedade buscar alternativas economicamente viáveis, como as que foram aqui discutidas. É necessário dialogar com as Secretarias de Estado e com a sociedade como um todo, sejam empresas públicas e privadas, no sentido de que a universidade possa compartilhar com maior número possível de pessoas o conhecimento que gera”, comentou. “Tendo em vista a questão econômica do país e de nosso Estado e vislumbrando a adequação às necessidades de um mundo sustentável, especialmente em um país com fortes desigualdades sociais, a Unesp, por meio deste Workshop em Energias Renováveis, buscou discutir fontes alternativas de energia, bem como avaliar possíveis parcerias nesta temática entre a universidade e as Secretarias Estaduais”, concluiu Graeff.

Os palestrantes também apresentaram detalhes do laboratório de ensaios e certificação na cadeia fotovoltaica, com pesquisas de inversores inteligentes multifuncionais, calibração anemômetros; pesquisas em bioenergia, em reforma a vapor do etanol, produção de biogás, sistemas compactos de cogeração, fotovoltaicas e produção de hidrogênio para células de combustível, eletrificação de veículos automotores. Além disso, também foi apresentada a capacidade instalada do parque gerador de eletricidade, potencial solar técnico, a evolução da geração centralizada e distribuída e um panorama geral de geração de energia fotovoltaica no estado e as tecnologias disponíveis.

No capítulo dos desafios, foram considerados a padronização nas instalações, com normas específicas, a formação de profissionais com qualificação, padronização das regras de conexão, atualização do limite para mini geração e melhoria de financiamentos. Também foram tratadas as questões dos resíduos no planejamento energético nacional.