29/08/2017

CCEE: impacto financeiro do GSF pode alcançar R$ 32 bi no ano

Fonte: Canal Energia

Índice do ajuste do MRE voltou a aumentar e a nova estimativa é de que a geração fique em 81,3% da garantia física sazonalizada

impacto gsf

O déficit de geração hidráulica de 2017 voltou a aumentar na projeção para o encerramento do ano que é feita pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. O índice revelado nesta segunda-feira, 28 de agosto, no evento mensal InfoPLD aponta para um indicador do MRE de 81,3% na média do ano ante um valor de 81,5% projetado no mês passado. O impacto financeiro seguiu essa tendência e voltou a aumentar, passando de R$ 31,1 bilhões para R$ 32 bilhões, sendo dividido em R$ 22 bilhões para o ACR e R$ 10 bilhões para o ACL, mesmo com a queda de R$ 1/MWh no PLD médio do ano que agora é estimado em R$ 298/MWh.

A CCEE ressaltou que esses valores de impacto financeiro referem-se à diferença entre a energia alocada do MRE, que equivale ao total de energia gerada do MRE, e o total de garantia física do MRE, valorada pelo PLD. E destacou que o impacto financeiro individual depende do montante contratado de cada agente do MRE.

O ESS para o encerramento do ano está está estimado em R$ 1,182 bilhão, sendo que a maior parte desse valor já foi gerado. A tendência é de que em setembro esse encargo some R$ 7 milhões e fique zerado no último trimestre do ano. Já o custo de deslocamento entre o CMO e o PLD deverá ficar em R$ 32 milhões.

As projeções de afluências no Sistema Interligado Nacional deverão ficar abaixo de 80% da média histórica até pelo menos agosto de 2018. Mesmo assim, daqui a um ano, o nível apontado pelos modelos da CCEE ainda indicam que a ultrapassagem desse limite ficará em 1 ponto porcentual em agosto e em 2 p.p. em setembro de 2018.

Em termos de energia armazenada no SIN, a perspectiva é de que no ano o pior nível das usinas fique em 22% no mês de novembro, final do período seco no país. A curva de deplecionamento continua a sua queda. Em setembro a perspectiva é de que o indicador alcance 27%. A inflexão positiva passa a ser vista em dezembro com 24% e o pico ficará em apenas 48% em maio de 2018. A perspectiva de afluências abaixo de 80% da MLT deverá ser vista na maior região do país em termos de armazenamento, o Sudeste/Centro-Oeste. Com isso, explicou o gerente de preços da CCEE, Rodrigo Sacchi, as projeções indicam que o ano de 2018 deverá ser semelhante a 2017 em termos de adversidade hidrológica.

O PLD médio deste ano deverá ficar em quase R$ 300/MWh. Já a perspectiva é de que no ano de 2018 caia para um patamar próximo a R$ 230/MWh. A curva do SE/CO é de queda dos atuais R$ 506/MWh projetados para setembro até chegar a R$ 250/MWh em dezembro. Daí a perspectiva é de uma variação que tem como pico R$ 292/MWh em janeiro e o patamar mais baixo em R$ 156/MWh em agosto de 2018. O sul acompanha essa curva. No Nordeste está similar com o descolamento em apenas três dos próximos 14 meses. No Norte o descolamento é maior, começa em janeiro quando recua a R$ 182/MWh e alcança R$ 34/MWh até maio. Em junho é que a projeção aponta nova equalização ao resto do país.