31/08/2017

Para EPE, fonte eólica deve se reinventar e ir além dos leilões

Fonte: Canal Energia

Luiz Barroso se mostra otimista com realização de leilões A-4 e A-6 deste ano

energia eolica

De acordo com o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Luiz Barroso, o setor eólico precisa se reinventar, indo além dos leilões de reserva e atuando em outras frentes, como o mercado livre de energia. Segundo ele, está se desenhando uma transição de modelo de mercado mais aberto em que o leilão no ambiente regulado – onde a fonte sempre teve boa performance – deixa de ser a opção óbvia. “Em um mundo em que o mercado livre cresce mais, o papel dos leilões começa a ficar mais limitado”, explica Barroso, que participou de debate nesta quarta-feira, 30 de agosto, no Brazil Wind Power, no Rio de Janeiro (RJ).

Ainda segundo Barroso, esse movimento não seria imediato e sim gradual, mas ele quer o estímulo da discussão já para que a fonte consiga se posicionar em outros mercados. Ele coloca como possíveis motivos para que fonte tenha ficado restrita aos leilões regulados a falta de confiança nos preços e liquidez nos contratos e de mecanismos. O fôlego da fonte foi ressaltado por ele, lembrando que no Plano Decenal de Expansão, o futuro da expansão passa pelas renováveis e a fonte eólica foi a mais robusta em todos os cenários. O PDE sugere 11 GW de eólicas nos próximos dez anos.

Ele se mostrou confiante nos leilões A-4 e A-6 que serão realizados em dezembro deste ano. Para ele, a ‘faxina energética’ que a EPE fez ao longo do ano de 2016 colaborou com a oferta de energia para certames. O executivo também salientou a importância do decreto que regra prazos e cronogramas para leilões de energia a partir do ano que vem. O decreto organiza o planejamento energético e comercial. “O decreto coloca compromissos para nós mesmos, diz o presidente da EPE.

Abengoa – A EPE ainda faz os estudos para um possível redesenho de projetos da transmissora espanhola. A intenção é que o assunto tenha uma solução ainda este ano, porém a judicialização do tema faz com que ele fique sem um prazo definido. A Abengoa entrou em recuperação judicial e vem tentando vender seus lotes de LTs ainda em construção, enquanto a Aneel tenta relicitá-los.