22/09/2017

Castello Branco coordena segundo dia do 1° Congresso Nacional de Investimentos em Turismo Náutico

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Os desafios para o desenvolvimento do setor náutico paulista e nacional foi amplamente debatido durante a Boat Show

Os desafios para o desenvolvimento do setor náutico de São Paulo e do Brasil foi um dos principais assuntos debatidos durante o segundo dia do Congresso Nacional de Investimentos em Turismo Náutico que acontece durante a 20° Boat Show no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center na capital paulista.

Para mostrar como é possível superar os gargalos encontrados pelo setor náutico paulista o Congresso recebeu o diretor de Fomento e Crédito da Desenvolve SP, Julio Themes Neto, que apresentou as diversas linhas de fomento possíveis de acesso ao setor público e privado que vise alavancar o turismo náutico.

“Estamos criando uma linha específica voltada para o turismo náutico, mas aquele empresário que tiver algum projeto pode vir dar entrada que é possível adaptar as linhas existentes”, disse Themes.

A presidente da BR Marinas, Gabriela Lobato Marins fez uma apresentação sobre a experiência e importância da primeira marina pública do Brasil em operação no Rio de Janeiro.

“A Marina da Glória é uma referencia porque investimos em parcerias e pessoas. Temos um programa chamado Amigos do Mar onde fazemos capacitação e treinamento dos nossos marinheiros”, disse Gabriela.

Para o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz é preciso criar consensos sobre áreas estratégicas para o desenvolvimento do país.

“O turismo é uma das grandes alternativas para o desenvolvimento do Brasil e isso se comprova pela análise econômica. É preciso politizar, discutir e encontrar qual é o nosso modelo. Coloco uma fé que podemos fazer uma grande revolução pelo turismo”, afirmou Lummertz.

Sobre cases e oportunidades para o setor o diretor executivo da RCL Ideias, Negócios e Turismo, Rafael Andreguetto, apresentou alguns projetos e desafios encontrados.

“O setor náutico congrega várias áreas como serviços, turismo e indústria. Ainda encontramos muitas dificuldades ambientais, burocráticas que atrapalham a criação de um ambiente saudável pra gerar investimentos”, concluiu Andreguetto.

“Precisamos ter uma visão holística. Tornar a vida urbana e os locais mais vibrantes com uma interação das pessoas que visitam e vivem. Combinar o morar com trabalhar, lazer, pesquisar e o mundo náutico caí como uma luva nesse conceito”,  disse Nelson Teixeira Netto, diretor de Criação da NTN Associados Arquitetura e Urbanismo.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de Ilhabela, Ricardo Fazzini, mostrou como a cidade se tornou a capital da vela nacional.

“Nós investimos em infraestrutura só assim para atrair esses milhares de barcos que estão viajando pelo mundo”, comentou Fazzini.

Para concluir o segundo dia do evento o chefe de gabinete e relações institucionais da Secretaria de Energia e Mineração e presidente do Fórum Náutico Paulista, Marco Antonio Castello Branco, fez um breve resumo.

“Nós somos os grandes parceiros que o meio ambiente não pode abrir mão para a preservação da natureza. E um crucial vetor de desenvolvimento do setor do turismo no Brasil” concluiu Castello Branco. 

Sobre o Fórum Náutico Paulista

O fórum tem por finalidade apoiar, coordenar e fomentar as ações voltadas ao desenvolvimento do setor náutico paulista, contribuindo com os diversos segmentos relacionados aos esportes, turismo, indústria, comércio e serviços, no acompanhamento e articulação das ações voltadas para a implementação das atividades do setor.

Além de integrar e aproximar os partícipes com vistas a promover o desenvolvimento e elevar a competitividade das empresas paulistas do setor náutico, promover a participação de instituições públicas e privadas e demais agentes envolvidos no setor náutico do Estado, colaborando para a integração de suas políticas e ações.

Poderá trabalhar em articulação com outros fóruns para o fortalecimento do setor e poderá contar com comissões internas e externas compostas por representantes das entidades representativas do setor.

Possui Câmaras Temáticas que desenvolvem seus trabalhos de forma sistematizada, de caráter temporário e que atuam com a atribuição de coordenar as reuniões e zelar pelo desenvolvimento dos trabalhos.

Sobre o setor náutico

Atualmente, a Região Sudeste possui 40 estaleiros que geram mais de 100 mil empregos diretos e indiretos. Os quatro estados são responsáveis por aproximadamente 50% da produção da frota náutica. Em 2014, o mercado movimentou US$ 700 milhões, importou 204 embarcações e vendeu 6.100 jets.