26/09/2017

Meirelles apresenta, no Rio de Janeiro, ações para o fortalecimento do gás natural na matriz energética paulista

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

O secretário participou do 18° Seminário Sobre Gás Natural organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

O secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, apresentou nesta terça-feira, 26 de setembro, no 18° Seminário Sobre Gás Natural organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), as ações do governo do Estado para o fortalecimento do gás natural na matriz energética paulista.

No painel Perspectivas para a Distribuição de Gás Natural no Brasil, que foi moderado por Zevi Kann, diretor da Zenergas Consultoria e contou com a participação do gerente do departamento de desestatização do BNDES Henrique Carvalho de Souza, o secretário Meirelles destacou algumas ações do governo Alckmin para fomentar a inserção do gás natural na matriz energética paulista.

“O gás natural é o insumo que garantirá uma transição segura para a entrada definitiva das fontes intermitentes na matriz energética brasileira. Daí a importância do programa Gás para Crescer para fomentar o setor no país e estimular a entrada de mais ofertantes e mais demandantes de gás”, disse Meirelles.

Meirelles destacou também a importância da Geração Distribuída nos grandes centros de carga do país e as novas termoelétricas que estão em fase de implementação na capital paulista.

“A construção de duas termoelétricas nos terrenos da Emae – Empresa Metropolitana de Águas e Energia, irá demandar uma grande quantidade diária de gás natural e servirá de exemplo para o desenvolvimento da geração distribuída no país”, explicou o secretário.

A área de 120 mil metros quadrados da Emae é considerada estratégica em função de sua localização. Além de estar em um dos principais centros de carga do país, os terrenos estão próximos aos pontos de conexão com sistemas de transmissão elétrica em 88kV, 230kV e 345kV e ao gasoduto, facilitando a distribuição da energia na rede e o acesso ao gás natural para geração.

Com uma programação baseada nos oito temas principais dos comitês estabelecidos para o desenvolvimento do Gás para Crescer, o evento contou com a participação de nomes que atuam diretamente no programa e especialistas internacionais capazes de compartilhar experiências e benchmark do mercado europeu. Além disso, foi debatido o custo do gás no pré-sal e o tema tributação, que entrou pela primeira vez no programa e ganhou um painel específico.

Gás Natural para São Paulo

O Estado de São Paulo está apostando no gás natural como o insumo de transição para as energias renováveis e na garantia da segurança energética do maior parque industrial do Brasil.

São Paulo é o maior consumidor nacional de gás natural, utilizando anualmente cerca de 5 bilhões de metros cúbicos, sendo que a indústria paulista consome mais de 80% desse valor.

Apesar de ser um combustível fóssil, o gás natural é uma alternativa ambientalmente vantajosa em comparação com o óleo combustível, contribuindo com a redução da emissão de gases de efeito estufa.

O Estado está dividido em três áreas de concessão de distribuição de gás canalizado, sendo atendido pelas empresas Comgás, Gás Brasiliano e Gás Natural Fenosa.

São Paulo conta com uma extensa rede de gasodutos, que trazem o gás natural da Bolívia e da Bacia Santos para o consumo local e também para o transporte desse gás para o sul do país, Minas Gerais e Rio de Janeiro.