21/09/2017

No Fórum Cogen, Meirelles destaca os projetos de geração distribuída da Secretaria em conjunto com a Associação

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Também falou das questões ligadas a integração das variadas formas de geração de energia e sobre dificuldades de geração hidráulica de eletricidade

O secretário de Energia e Mineração do Estado de São Paulo, João Carlos Meirelles, participou nesta quinta-feira, 21 de setembro, do 3º Fórum Cogen/Canalenergia, promovido pela Cogen -Associação da Indústria de Cogeração de Energia. Este ano o tema do evento foi “Geração Distribuída e Cogeração – retomando a construção de um futuro ciclo de desenvolvimento”.

Meirelles destacou as desonerações e diferimentos tributários para o setor de energias renováveis, os estudos técnicos para a utilização de plantas padrões de microgeração distribuída na CDHU, a migração de parte da energia consumida pela Unesp para o mercado livre e a implantação de sistemas fotovoltaicos de micro e minigeração distribuída nos campus da universidade.

“Nosso enorme desafio será integrar os diversos sistemas de geração de energia, porque a cada dia, a água para geração de energia fica mais escassa. Por isso será necessário o uso de energias renováveis na matriz e o gás natural é o insumo que garantirá essa transição. É preciso lembrar que São Paulo produzia 100% da energia que consumia há 50 anos, hoje importa 57%. Então, o que os senhores estão discutindo aqui no fórum, é fundamental para o desenvolvimento que está para acontecer nas múltiplas formas de gerar energia”, disse Meirelles.

O secretário destacou ainda os estudos de melhoria do uso das fontes de energia através da eficiência energética e o uso racional da água em escolas da rede estadual de educação e a proposta de permitir o sistema de compensação entre todas as distribuidoras criando-se mecanismos para regular o sistema.

Newton Duarte, presidente executivo da Cogen destacou que o país possui umas das matrizes energéticas mais limpas do mundo. “A geração distribuída inteligente vem em boa hora pra ampliarmos essa renovabilidade. Precisamos economizar água na geração de energia e as renováveis serão fundamentais pra isso”, afirmou.

O presidente da Ecogen, Nelson Silva Cardoso, afirmou que “estamos numa fase de transição e precisamos pensar nas mudanças que estão por vir, com muita precisão”, disse.

Rodrigo Ferreira, presidente do Grupo Canal Energia destacou que a geração distribuída muda profundamente a forma de relação dos consumidores com as distribuidoras de energia elétrica. “Será muito importante que as discussões sobre essa mudanças incluam todos os interessados, inclusive os consumidores”, disse.

O evento abordou, principalmente, a expansão do setor elétrico brasileiro via GD (geração distribuída) e os consequentes impactos sobre o SIN (Sistema Interligado Nacional), que vão de distribuição de energia elétrica a comercialização dos excedentes da micro e mini GD e as novas tecnologias e oportunidades de negócios.

O Fórum reuniu os principais players desse mercado, incluindo a indústria, os consumidores, o Governo e toda a cadeia produtiva de Geração Distribuída no Brasil.

Sobre a Cogen

A Cogen – Associação da Indústria de Cogeração de Energia, com base na bem sucedida experiência da Cogen Europe (www.cogen.org), entidade que realiza um importante trabalho de promoção da cogeração em toda a Comunidade Europeia, foi estruturada com a certeza de que a sua ação poderá trazer resultados positivos e, no curto espaço de tempo, não só na eliminação das “barreiras” ainda existentes para tornar viáveis os projetos de cogeração, como demonstrar a capacidade e pioneirismo do governo e do empresariado no desenvolvimento e implementação de um modelo de diversificação da Matriz Energética caracterizada pela busca de soluções mais eficientes, limpas e de menor custo.

A cogeração de energia no país a partir das disponibilidades de biomassa da cana-de-açúcar e do gás natural possibilitará o aumento da competitividade dos produtos e serviços da indústria brasileira, ampliando as oportunidades de trabalho e de negócios na cadeia da cogeração, que tem sido considerada, nas nações mais industrializadas, um marco de eficiência na parceria das ações governamentais e empresarial. A expansão recente da agroindústria da cana-de-açúcar e as descobertas de gás natural na Bacia de Santos são fatores que contribuirão para a rápida penetração da cogeração de energia no mercado brasileiro.

A Cogen foi constituída em junho de 2003, como sociedade civil independente e sem fins comerciais, a partir da convergência de interesses no desenvolvimento da cogeração, reunindo empresas dos setores da agroindústria canavieira, distribuição de gás natural e de energia elétrica e fabricantes e prestadoras de serviço nessa área.