18/09/2017

Presidente deve fazer substituição na Aneel

Fonte: Valor Econômico

A pouco mais de um mês do fim do mandato do diretor José Jurhosa Junior na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 30 de outubro, o mercado de energia já cogita e articula nomes para apresentar ao Ministério de Minas e Energia (MME), aproveitando o momento de diálogo aberto criado pela pasta com o setor.

O ministério é comandado por Fernando Bezerra Coelho Filho, que recentemente migrou do PSB para o PMDB. O presidente Michel Temer, que este mês irá tentar barrar a segunda denúncia da Procuradoria Geral da República contra si, deverá arbitrar a escolha.

O cargo é muito cobiçado, pelo governo e o mercado, porque a agência é a única autoridade do setor que ainda não teve a oportunidade de mudança em seu corpo diretivo desde que Temer assumiu o poder, em maio do ano passado.

O Valor apurou que pelo menos seis nomes são cogitados para a vaga na diretoria. Além da recondução do próprio Jurhosa, que teria o apoio do ex-ministro de Minas e Energia e senador Edison Lobão (PMDB-MA), denunciado na última semana pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suspeita de integrar organização criminosa, o mercado fala em outros cinco nomes.
O nome com mais força no setor é o de Marco Delgado, diretor da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee). Conta a favor dele sua experiência no setor elétrico e seu conhecimento profundo da regulação do mercado.

Outro nome cotado é o de Rodrigo Limp Nascimento, consultor legislativo da Câmara dos Deputados, engenheiro e mestre em economia. A escolha por seu nome seria estratégica, para ter no quadro alguém com bom relacionamento com o Congresso.

Correm por fora Ricardo Pinto Pinheiro, ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e ex-diretor da Agência Reguladora de Águas do Distrito Federal (Adasa) e dois integrantes do MME: Paulo Gabardo e Rutelly Marques da Silva, chefes da assessoria especial em assuntos regulatórios e em acompanhamento de programas estruturantes da pasta, respectivamente.

Após a definição da vaga de Jurhosa, as articulações no setor elétrico deverão continuar até o fim do ano. Isso porque em janeiro de 2018 terminará o mandato do diretor Reive Barros dos Santos, para o qual não é cabível a recondução.

Em agosto de 2018 terminam os mandatos do diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, e dos diretores André Pepitone da Nóbrega e Tiago de Barros Correia. Ainda cabe uma recondução para Correia. Pepitone está em seu segundo mandato. Já Rufino completou dois mandatos como diretor da agência e terminará no próximo ano seu primeiro mandato como diretor-geral.