11/12/2017

Em seminário na ABDIB Meirelles apresenta os projetos do Governo de SP para ampliar o uso do gás natural

Secretário destacou o plano de expansão do gás canalizado e as novas termoelétricas na capital

O secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, abriu nesta segunda-feira, 11 de dezembro, o seminário “A hora e a vez do Gás Natural – Desafios e Oportunidades do Novo Marco Legal”, promovido pelo Comitê de Petróleo e Gás Natural da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB).

Meirelles explicou que há uma oportunidade muito grande no momento com as mudanças da configuração do mercado e das possibilidades de ampliação da infraestrutura, da oferta e da demanda por gás natural, com perspectivas de movimentar investimentos e impulsionar a cadeia de bens e serviços para o setor energético.

“Antigamente o gás natural era um problema no momento da extração de petróleo e até hoje é reinjetado. Atualmente o gás representa uma grande oportunidade de crescimento e de segurança energética para o Brasil”, destacou Meirelles.

Um dos planos tem objetivo de ampliar a inserção do gás natural na base da matriz de geração de energia elétrica a partir do desenvolvimento de novas usinas termelétricas em todo o estado (três novas termelétricas com potência total de 3.500 MW). Somente as duas plantas previstas para Piratininga somam 2.000 MW e R$ 6 bilhões em investimentos. Meirelles explicou que o projeto Roda 4, que visa trazer gás natural produzido em mar para o território paulista, está em fase de licenciamento ambiental.

Outro plano visa ampliar a geração de energia elétrica de forma distribuída a partir das usinas de açúcar e álcool. São Paulo tem hoje 201 usinas de açúcar e álcool e, destas, 66 estão localizadas a uma distância de 20 quilômetros da malha de gasodutos. Com dutos de conexão até elas, essas plantas industriais, que já produzem eletricidade com bagaço em períodos de safra, teriam um novo insumo para produzir energia elétrica o ano todo gerando mais desenvolvimento econômico e regional.

Meirelles ainda explicou detalhes e metas do plano de ampliação da rede de gás canalizado já aprovado pelo Cepe – Conselho Estadual de Política Energética. A meta é até 2027 as concessionárias de gás canalizado praticamente dobrarem o número de municípios atendidos no Estado de São Paulo.

Para Meirelles o gás natural é a fonte de transição para as energias renováveis. “Até a entrada definitiva das renováveis no sistema elétrico o gás natural será o insumo que estabilizará a intermitência dessas fontes. São Paulo têm se esforçado para viabilizar o fortalecimento do gás natural na matriz energética fomentando a construção de novas termoelétricas para operarem na base do sistema e incentivando o aumento da rede de distribuição de gás canalizado”, disse.

A palestra O Futuro do Gás Natrual na América do Sul teve também a participação do deputado federal João Paulo Papa, presidente da Frente Parlamentar da Química¸ que abordou a questão do insumo no Brasil e de Fabian Gil, vice-presidente do Conselho Diretor da Abiquim que destacou o uso gás natural na em Vaca Muerte, na Argentina.

O evento teve também a entrega de medalhas aos estudantes vencedores de escolas públicas e particulares brasileiras nas Olimpíadas de Química, pelo presidente Michel Temer, a premiação às categorias Empresa, Pesquisador e Startup do Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia e o lançamento do livro sobre Kurt Politzer.

Encerrando o encontro, Weber Porto, coordenador do Comitê para o Desenvolvimento Sustentável da Abiquim proferiu a palestra Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS com foco em estudo de materialidade da indústria química.