21/12/2017

Novos leilões de energia contratam investimentos de R$14 bilhões

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Leilão tem deságio médio de 38,70% e contrata 1.702,7 MW de usinas renováveis e 2.138,9 MW de usinas a gás natural

O Leilão de Geração de Energia “A-6”, realizado nesta quarta-feira, 20 de dezembro, resultou na contratação de 63 projetos de geração de energia elétrica, com capacidade instalada total de 3.841,617 megawatts (MW) de potência. A energia contratada, que totaliza 2.736,6 MW médios, irá suprir a demanda projetada de vinte e cinco concessionárias de distribuição de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional – SIN para o ano de 2023.

O preço médio da energia negociada no leilão foi de R$ 189,45/MWh, alcançando um deságio médio de 38,70% com investimentos previstos da ordem de R$13,94 bilhões. Foram contratados projetos a partir de fontes renováveis e a gás natural no leilão realizado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) na sede da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) em São Paulo – SP.

Foram contratadas 49 usinas eólicas em seis estados da região Nordeste, a um preço médio de R$ 98,62 / MWh, um deságio médio de 64,3% para a fonte.

Outro destaque foi a contratação de duas usinas termelétricas a gás natural, totalizando 2.138,9 MW de potência no submercado Sudeste/Centro-Oeste, no estado do Rio de Janeiro. Além de contribuir para a garantia de suprimento energético no centro de carga, as usinas termelétricas complementam as fontes renováveis intermitentes, eólica e solar, melhorando a robustez do sistema.

Também foram contratadas seis Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCH*, totalizando 139,025 MW, a um preço médio de R$ 219,20/MWh. Além disso, foram contratadas seis usinas termelétricas a biomassa (cinco proveniente de bagaço de cana e uma de cavaco de madeira), totalizando 177,055 MW, contratadas ao preço de R$ 216,82 / MWh.

As 63 usinas contratadas estão localizadas nos estados de Bahia (4), Goiás (1), Maranhão (4), Mato Grosso (1), Minas Gerais (2), Paraíba (9), Paraná (1), Pernambuco (3), Piauí (17), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Norte (12), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (2), São Paulo (3).

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, acompanhou o leilão em tempo real e comemorou o resultado com a equipe reunida no MME. Para o ministro, “o resultado dos leilões desta semana é uma prova inequívoca do interesse dos investidores no setor elétrico brasileiro e mais uma demonstração da melhora no ambiente de negócios, tanto no setor de geração como no de transmissão”.

O ministro destacou também que, “com a retomada da economia, o fornecimento de energia para o setor produtivo, o comércio e para todos os demais consumidores brasileiros está garantido, a preços cada vez mais competitivos”.

“Mais do que isso, os investimentos em infraestrutura, com a participação do setor privado, são a mola propulsora da economia em diferentes regiões, gerando milhares de empregos e renda”, concluiu.

SINERGIA ENTRE A INDÚSTRIA DE GÁS NATURAL E O SETOR ELÉTRICO

A contratação de usinas termelétricas foi viabilizada a partir de diretrizes específicas que se referem ao gás natural, considerando a sinergia entre a indústria de gás natural e o setor elétrico, a partir das propostas elaboradas no âmbito do Gás para Crescer, conforme recomendado pelo Subcomitê Gás para Crescer 8: Integração do Setor Elétrico e de Gás Natural – SC8, previsto na Resolução CNPE nº 10, de 14 de dezembro de 2016, iniciativa do Ministério de Minas e Energia.

A partir da adoção de medidas prioritárias, fruto da colaboração entre agentes e instituições dos dois setores, comprovou-se uma melhora na atratividade dos investimentos em usinas termelétricas a gás natural, necessárias para aumentar a energia firme do sistema e garantir a ampliação das fontes renováveis. Assim, com a contratação das usinas termelétricas a gás natural viabiliza-se a implantação de terminal para regaseificação de Gás Natural Liquefeito – GNL, otimizando a infraestrutura necessária para acesso ao energético.

LEILÕES DE GERAÇÃO E TRANSMISSÃO DE DEZEMBRO DE 2017

Na segunda-feira (18) foi realizado o Leilão de Energia Nova “A-4”, de 2017, com a contratação de 25 usinas de fontes renováveis: solar (20), eólica (2), PCH (1), CGH** (1) e biomassa (1), totalizando 675 MW ao preço médio de R$ 144,51 / MWh, deságio médio de 54,65%. O destaque foi a contratação de vinte usinas solares com total de 790,6 MWp, a um preço médio de R$ 145,68 / MWh.

Considerando o conjunto de energia negociada nos dois certames foram contratadas 88 usinas, com 4.516,1 MW, diversificando a matriz elétrica a partir das seguintes fontes: solar (20), eólica (51), hidrelétrica (8), biomassa (8) e gás natural (2), com investimentos até 2023 de R$18,2 bilhões.

Considerando também o resultado do 2o Leilão de Transmissão de 2017, realizado pela ANEEL na sexta-feira, 15 de dezembro, onde foram contratados 4.919 km de linhas de transmissão e 10.416 MVA de transformação com investimentos de R$8,75 bilhões, os investimentos em geração e transmissão previstos para os próximos anos são da ordem de R$27 bilhões, gerando emprego e renda por todo o país.

Além dos Leilões de Energia Nova “A-4” e “A-6”, realizados esta semana, também está prevista a realização, em 22 de dezembro de 2017, de Leilões de Energia Existente “A-1” e “A-2”, de 2017, para atendimento da demanda de 2018 e 2019. No início de 2018 já está prevista a realização do Leilão de Energia Nova “A-4”, de 2018, conferindo previsibilidade aos interessados e prazo adequado para implantação dos projetos cujos empreendedores venham a se sagrar vencedores.

* Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCH têm capacidade instalada limitada a 30 MW.

** Centrais Geradoras Hidrelétricas – CGH têm capacidade instalada limitada a 5 MW.

MW: Megawatt, unidade de potência instalada.

MWp: Megawatt-pico, unidade de potência instalada em corrente contínua dos painéis fotovoltaicos.

MWh: Megwatt-hora, unidade de energia, equivalente a 1.000 kWh.

MVA: Mega-volt-ampere, unidade de transformação.