18/12/2017

Subsecretaria de Energias Renováveis promove segunda reunião do GT de padronização dos procedimentos de homologação de sistemas fotovoltaicos

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração

Grupo de Trabalho visa determinar padrão para desenvolvimento com qualidade da geração solar fotovoltaica no Estado de SP

A Subsecretaria de Energias Renováveis da Secretaria Estadual de Energia e Mineração promoveu na última quarta-feira, 6 de dezembro, a segunda reunião do Grupo de Trabalho que busca padronizar os procedimentos de homologação dos sistemas fotovoltaicos.

Para o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Junior, o Estado precisa ter garantias da eficiência dos sistemas a fim de garantir os editais para instalação de placas solares nas instituições.

“Quais seriam os documentos, certificações, que a CDHU, por exemplo, poderia levar para sua chamada pública que prevê a instalação de painéis solares nas habitações populares?”, questionou Abreu Junior.

Houve consenso no grupo de trabalho quanto à necessidade de adequação das certificações dos equipamentos à realidade de São Paulo e do Brasil, já que na grande maioria esses produtos são importados.

“Podemos selecionar certificadoras internacionais para suprir a norma do Inmetro que não atende todos os requisitos”, sugeriu a representante da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Absolar, Stephanie Betz.

Até o momento no país existem normas voltadas para a instalação de plantas solares elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas e dos produtos que compõem o sistema que são testados e avaliados pelo Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.

O GT busca ainda definir um padrão de comissionamento para as usinas fotovoltaicas em conformidade com as distribuidoras que atendem diferentes regiões no Estado.

“Monitoramos cem residências em região de canavial para entender o comportamento e funcionamento das placas termicasolares durante a colheita. Ainda hoje, a norma técnica vem passando por revisões”, disse o diretor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, Douglas Messina.

Participaram ainda do encontro o diretor da Abesco, Flavio Fernandes; Leonardo Mac Dowell, Vitor Augusto dos Santos e Tamara Oliveira M. de Toledo da CDHU; Roberto Barbieri e Geraldo Takeo Nawa, Abinee; Élio Vicentini, Eletropaulo; Carlos Evangelista, ABGD; Patrícia Abdala Raimo, IFSP; Luiz Antônio Quillici Leite, Câmara Federal; Ely Bernardi, IPT; Marcelo Almeida, IEE/USP; Thiago Bonelle e Cristiano Sun, BYD; Diogo Costa e Newton Duarte ambos da Cogen.

O próximo encontro do GT está programado para acontecer em janeiro quando serão apresentados os avanços do programa de certificação.

Energia Solar em São Paulo

O Governo do Estado quer popularizar a energia solar fotovoltaica e pra isso vem fomentando a instalação de novos sistemas pela indústria, comércio e principalmente pela população em suas residências.

A principal utilização térmica da energia solar é o aquecimento de água no segmento residencial e comercial com a utilização de sistemas abertos para o aquecimento de piscinas e de sistemas fechados para pré ou aquecimento de banhos. A instalação desses sistemas permite a substituição da energia elétrica adquirida das concessionárias de distribuição e pode propiciar consideráveis economias devido a sua vida útil de 15 a 20 anos em média.

A Subsecretaria de Energias Renováveis realizou o levantamento do potencial de energia solar no Estado de São Paulo. Este estudo, que pode ser acessado na página de Publicação, identificou o potencial existente e mostrou as localidades com a maior faixa de energia incidente global em termos técnicos e econômicos.