09/01/2018

Acordo para a Bolívia vender gás para o Mato Grosso poderá sair até final deste mês

Fonte: Petronotícias

Até o final de janeiro a Bolívia poderá fazer um acordo para fornecer gás para o Mato Grosso.O Governo boliviano acenou positivamente para uma proposta de contrato firme de fornecimento de gás natural, através de uma sociedade que permitirá a garantia do fornecimento do produto em quantidade suficiente. Tanto para o setor industrial, como para abastecer as residências mato-grossenses. De acordo com o vice-Ministro de Industrialização e Comercialização da Bolívia, Humberto Salinas, a integração com a América do Sul é muito importante, é uma prioridade para seu país. E que essa parceria para o fornecimento do gás natural a Mato Grosso é uma ação que irá colaborar para que essa integração ocorra.

As equipes técnicas já realizaram algumas reuniões buscando chegar a um acordo de contrato com a Bolívia. O Mato Grosso é o primeiro estado brasileiro em negociação com o país. É visto como um país estratégico por conta da possibilidade de consumo dos produtos boliviano. Com a sinalização positiva da Bolívia, no próximo dia 30 o governador Pedro Taques participará do encontro entre os governadores dos Estados fronteiriços com a Bolívia e o presidente Evo Morales, que terá como intuito formalizar e comunicar o acordo de gás com Mato Grosso. Também serão discutidos avanços na pauta de fornecimento de ureia boliviana para Mato Grosso, a execução de pavimentação do trecho rodoviário boliviano que liga San Matias – San Ignacio.

Carlos Avalone, Secretário de Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso disse que o Estado tem um contrato de fornecimento de gás do país boliviano, mas é interrompível, o que significa que o país disponibiliza o gás, apenas quando há excedente. “Isso não dos dá segurança para que as indústrias de Mato Grosso possam se converter para o gás natural porque ela não sabe o dia que vai terá o produto. E hoje nós consumimos pouco gás por isso. Essa demanda poderá crescer conforme formos fechando contratos com as indústrias locais”.