08/02/2018

CMSE: 251 MW de capacidade de geração entram em operação no mês janeiro

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Em reunião realizada nesta quarta-feira (7/2) o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) apontou que em janeiro de 2018 entraram em operação comercial 251,7 MW de capacidade instalada de geração e 1.392 MVA de transformação na Rede Básica. O destaque foi a entrada em operação em 19 de janeiro de 2018 da unidade geradora – UG2 da UHE São Manoel, com 175 MW, localizada no rio Teles Pires.

Está garantido o suprimento eletroenergético do Sistema Interligado Nacional, despachando o parque térmico conforme ordem de mérito de custo, e que permanecerá acompanhando atentamente a evolução das condições de atendimento ao longo da estação chuvosa de 2018.

O risco de qualquer déficit de energia em 2018 é igual a 0,3% e 0,1%[1] para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente, considerando a configuração do sistema do PMO de fevereiro de 2018.

Veja a íntegra da nota emitida pelo CMSE:

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE)

Nota Informativa – 7 de fevereiro de 2018

O CMSE esteve reunido nesta quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018, com o objetivo de analisar as condições de suprimento eletroenergético em todo o território nacional, e divulga, de forma preliminar, os principais pontos tratados pelo colegiado:

Condições Hidrometeorológicas e Energia Armazenada: O ONS apresentou que, no mês de janeiro de 2018, as precipitações foram inferiores à média na maior parte do Brasil, com exceção da Região Sul. No rio Madeira, as precipitações superaram ligeiramente a média histórica, especialmente na porção sul e oeste da bacia. Em termos de Energia Natural Afluente – ENA bruta, foram verificados no mês de janeiro os valores de 96% no Sudeste/Centro-Oeste, 191% no Sul, 36% no Nordeste e 62% no Norte, referenciados às respectivas médias de longo termo – MLT.

A ENA das bacias dos rios Grande, Paranaíba, São Francisco e Tocantins, que juntos concentram cerca de 80% da capacidade de armazenamento do Sistema Interligado Nacional – SIN, se configuraram como o 2º pior, pior, pior e 2º pior valor do histórico no período de janeiro a dezembro de 2017. Em janeiro de 2018, a ENA para essas bacias se configurou como 19º pior, 10º pior, 5º pior e 9º pior valor do histórico, respectivamente.

A Energia Armazenada – EAR verificada ao final do mês de janeiro de 2018 foi de 31,3%, 81,9%, 17,8% e 32,3% nos reservatórios equivalentes dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente, referenciados às respectivas EAR máximas. Os valores esperados de armazenamentos equivalentes ao final do mês de fevereiro de 2018 são: 39,9% no Sudeste/Centro-Oeste, 78,8% no Sul, 23,7% no Nordeste e 49,1% no Norte.

O ONS destacou que, referente à última reunião do Grupo de Trabalho MCTIC/MME sobre Previsão Estendida, o fenômeno de “La Niña”, em curso, parece se encontrar perto de seu ponto de “auge”, embora apresentando intensidade fraca. Os modelos de preveem um lento enfraquecimento do fenômeno nos primeiros meses do ano.

Nos próximos sete dias esperam-se precipitações mais abundantes nas bacias dos rios São Francisco, Tocantins e Xingu, onde os acumulados pluviométricos podem ultrapassar ligeiramente os valores históricos. Deve chover abaixo da média histórica nas bacias do subsistema sul e na bacia do rio Paranapanema. Espera-se chuva em torno da média nas bacias do Grande, Paranaíba e Madeira.

O cenário mais provável de previsão para a segunda semana é de chuvas inferiores à média principalmente nas bacias dos rios São Francisco e Tocantins. Nas demais bacias do SIN a precipitação acumulada deve ficar em torno dos valores médios históricos do período.

A Previsão Climática Sazonal para o trimestre fevereiro a abril de 2018 aponta maior probabilidade de chover abaixo da média histórica no setor norte da Região Nordeste e alta probabilidade de chover acima do normal na maior parte da Região Norte. Na Região Sul, as precipitações deverão oscilar em torno do normal.

O CMSE destacou que está garantido o suprimento eletroenergético do SIN, despachando o parque térmico conforme ordem de mérito de custo, e que permanecerá acompanhando atentamente a evolução das condições de atendimento ao longo da estação chuvosa de 2018.

Análise de Risco: O risco de qualquer déficit de energia em 2018 é igual a 0,3% e 0,1%[1] para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente, considerando a configuração do sistema do PMO de fevereiro de 2018.

Operação Hidráulica do Rio São Francisco: O ONS informou que permanece a política operativa hidráulica de defluências mínimas na cascata do rio São Francisco, com vistas à preservação dos estoques armazenados. Como resultado das ações desenvolvidas no âmbito do Grupo de Acompanhamento da Operação dos Reservatórios do Rio São Francisco, coordenado pela ANA, será possível manter todas as usinas hidrelétricas – UHEs acima de seus armazenamentos mínimos operacionais até o final do período úmido em abril de 2018. A expectativa de armazenamento ao final do mês de fevereiro de 2018 é de 38,9% na UHE Três Marias e de 16,7% na UHE Sobradinho, tendo em vista a equalização deste último com o reservatório da UHE Itaparica, que tem previsão de ser elevado de 10,7% para 16,3% durante o mês corrente.

Expansão da Geração e Transmissão: Em janeiro de 2018 entraram em operação comercial 251,7 MW de capacidade instalada de geração e 1.392 MVA de transformação na Rede Básica. O destaque foi a entrada em operação em 19 de janeiro de 2018 da unidade geradora – UG2 da UHE São Manoel, com 175 MW, localizada no rio Teles Pires.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País. As definições finais sobre a reunião do CMSE de hoje serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

[1] Estes resultados são obtidos nas simulações do modelo Newave utilizando séries sintéticas, com tendência hidrológica, considerando em seus parâmetros que não há racionamento preventivo, térmicas por mérito e um patamar de déficit. Para séries históricas, o valor do risco de qualquer déficit é igual a 0,0%, para os subsistemas SE/CO e NE, no ano 2018.