06/06/2018

Crise não diminuiu interesse pelo leilão do pré-sal, avaliam especialistas

Fonte: O Globo

Se os quatro blocos forem arrematados, União vai arrecadar R$ 3,2 bi em bônus

As companhias petrolíferas vão em qualquer lugar onde haja petróleo, independentemente do regime político e da situação econômica do país. A máxima, que costuma ser dita por executivos da área, pode ser constatada diante da grande expectativa do setor com a 4ª rodada de leilões que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realiza amanhã, quando serão licitados quatro blocos do pré-sal. O interesse se justifica pela expectativa de as áreas terem, pelo menos, cinco bilhões de barris de petróleo.

Executivos e especialistas são unânimes em dizer que o pré-sal brasileiro é hoje a área mais atraente do mundo para exploração de petróleo. Se os quatro blocos forem arrematados, a União arrecadará R$ 3,2 bilhões em bônus de assinatura. E, como será pelo regime de partilha, a União garante o recebimento futuro de uma parcela da receita (óleo/lucro) da produção. Esta parcela do lucro após a amortização de todos os investimentos e custos do projeto será da União e é determinante para a escolha do vencedor dos blocos.

As maiores empresas petrolíferas do mundo estão entre as 16 inscritas para participar do leilão, que terá dois blocos na Bacia de Santos — Uirapuru e Três Marias — e as áreas de Dois Irmãos e Itaimbezinho, na Bacia de Campos. POLÍTICA DE PREÇOS DA PETROBRAS NÃO AFETA O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, acredita que, pela primeira vez em um leilão do pré-sal, todos os blocos serão arrematados:

— Tenho certeza de que o leilão será um sucesso. Primeiro, porque as áreas ofertadas são muito boas e, em segundo lugar, porque os investimentos são de longo prazo, e o Brasil tem a tradição de respeitar contratos.

Carlos Maurício Ribeiro, do Vieira Rezende Advogado