13/06/2018

Transposição do São Francisco poderá usar energia solar

Fonte: Valor Econômico

O Ministério da Integração Nacional estuda a possibilidade de instalar usinas de geração de energia solar para realizar o bombeio de a água no projeto de transposição do rio São Francisco. Segundo o ministro Antônio de Pádua, a tecnologia permitirá a redução de gastos com energia, que respondem por cerca de 80% do custo operacional previsto da transposição, da ordem de R$ 40 milhões por mês.

“Os técnicos já estão nesse propósito e nós temos plena convicção de que vamos diminuir esse custo, que hoje beira a 80% [do custo] da fase de operação”, disse Pádua ontem, durante evento no Rio de Janeiro.

Pádua explicou que ainda não é possível determinar a capacidade instalada dos projetos de geração de energia solar e o respectivo investimento necessário. “Ainda estamos estudando [o potencial]. Nossas equipes técnicas estão debruçadas sobre o assunto”, disse.
De acordo com o projeto de transposição do rio, Pádua explicou que estará disponível uma faixa de servidão de 200 metros ao longo dos 417 quilômetros de canal. A ideia é utilizar esse espaço para a implantação dos parques.

A expectativa do ministro é que os estudos para implantação das usinas solares seja concluído até setembro. O trabalho será desenvolvido em parceria com o Ministério de Minas e Energia. Vamos fazer uma parceria e colocar em pratica”, afirmou Pádua.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a capacidade instalada de projetos de geração solar no Brasil deverá mais que dobrar até o fim do ano, totalizando 2,3 gigawatts (GW). O parque gerador atual soma 1,1 GW.

Segundo o presidente da associação, Rodrigo Sauaia, há 3,7 GW de projetos de geração do tipo contratados em leilões recentes e ainda a serem construídos. Até o fim do ano, disse, o setor de energia solar terá acumulado investimentos da ordem de R$ 20 bilhões no Brasil.
Com relação à geração distribuída, o executivo afirmou que o Brasil possui hoje mais de 30 mil sistemas de geração de energia solar de pequeno porte instalados em tetos de residências e estabelecimentos, totalizando investimentos de R$ 2,1 bilhões desde 2002.