12/11/2018

Governo de São Paulo lança Estudo Estratégico da Cadeia Produtiva de Minerais Utilizados no Agronegócio no Estado

Fonte: Secretaria de Energia e Mineração e Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Trabalho desenvolvido entre as secretarias de Energia e Mineração e de Agricultura e Abastecimento foi divulgado durante Seminário

Com o objetivo de estimular novas pesquisas e demonstrar a necessidade de planejamento integrado do agronegócio e do mineronegócio no Estado de São Paulo as secretarias estaduais de Energia e Mineração e de Agricultura e Abastecimento lançaram nesta segunda-feira, 12 de novembro, durante um seminário o Estudo Estratégico da Cadeia Produtiva de Minerais Utilizados no Agronegócio no Estado de São Paulo.

“Trata-se de uma política de Estado para que possamos maximizar todas as cadeias produtivas em São Paulo. Hoje nossas fronteiras não são mais horizontais e sim verticais. Temos que aumentar a produtividade, agregar valor, gerar emprego e renda para a população”, disse o secretário de Energia e Mineração João Carlos Meirelles.

Por ter um solo predominantemente ácido o território paulista necessita de correção e adubos para a agricultura e a pecuária se desenvolver com mais eficiência, produtividade e sustentabilidade ambiental.

“O trabalho desenvolvido em conjunto pelas Pastas Estaduais contribuirá para ampliar a oferta de insumos agropecuários e, consequentemente, promover ganhos de qualidade e produtividade ao setor, de forma sustentável. Seguimos as orientações do governador Márcio França”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento Francisco Sérgio Ferreira Jardim.

O estudo foi apresentado durante o Seminário sobre a Cadeia Produtiva de Minerais Utilizados no Agronegócio no Estado que aconteceu na sede das pastas no centro da capital paulista.

“O Brasil tem uma vocação para o setor mineral, mas o país está precisando se reinventar em matéria de fertilizantes. Estamos importando mais de 60% da cadeia do fósforo. O crescimento de importação é impressionante, necessitamos de uma linha de desenvolvimento de tecnologia, pesquisa e investimento”, comentou o ex-secretário de Geologia e Mineração do Ministério de Minas e Energia Vicente Lôbo.

Ao todo o Estado possui cerca de 24,82 milhões de hectares sendo 20,70 milhões considerados agricultáveis. Entre as atividades mais representativas de ocupação agrícola do solo no ano de 2017 estão a pastagem com 6,91 milhões hectares e a cana de açúcar com 5,96 milhões de hectares. São Paulo possui ainda uma grande produção de milho, café, laranja e eucalipto.

O agronegócio paulista pelas suas características está entre os mais avançados do planeta pelo alto desempenho de produtividade. Em 2016 o Estado consumiu 4,3 milhões de toneladas de calcário para fins agrícolas.

“A fertilização do solo é um processo fundamental para disponibilizar macros e micronutrientes às culturas e garantir produção de qualidade. A maioria desses elementos é de origem mineral com exceção do nitrogênio, que tem origem na cadeia do petróleo”, explicou o subsecretário de mineração José Jaime Sznelwar.

A produção do agronegócio paulista gerou um PIB de R$ 268 bilhões no ano de 2017, alcançando uma participação de 13,5% na economia do Estado. O setor é também um dos que mais gera empregos, sendo responsável por 14,3% dos vínculos formais de trabalho. Atualmente existem no Estado aproximadamente 350 mil produtores rurais.

O Seminário “Cadeia Produtiva de Minerais Utilizados no Agronegócio no Estado de São Paulo” contou com as apresentações do diretor técnico do Instituto de Economia Agrícola (IEA) Celso Vegro, Hermelindo Ruete de Oliveira diretor do Instituto Datagro, Laercio Solla gerente geral do negócio agro na Votorantim, Reiner Knoop diretor da knoop&knoop Consultoria, José Francisco Cunha diretor da Tec-Fertil, Carlos Herédia diretor de logística e suprimentos na Yara Fertilizantes e Magda Bergman pesquisadora na Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).