07/12/12

Atlas Eólico de São Paulo é lançado

Projeto mapeou o potencial de geração e produção de energia eólica no Estado de São Paulo

O governador Geraldo Alckmin e o secretário de Energia José Aníbal lançaram nesta sexta-feira o Atlas Eólico do Estado de São Paulo. Segundo o estudo, contratado pela Secretaria de Energia, o Estado tem um potencial de 13 TWh/ano em geração de energia limpa e renovável – suficiente para atender 5 milhões de residências durante um ano. Se todas as condições tecnológicas de implantação forem atendidas, a potência instalável é de aproximadamente 4,7 mil MW.

As regiões administrativas de Bauru, Campinas e Sorocaba se destacaram entre as de maior potencial para geração eólica em todo o Estado. Pelo site da Secretaria de Energia já é possível acessar o mapa de velocidade de vento média anual em São Paulo.

De acordo com o governador, São Paulo tem um imenso potencial para investidores por conta de suas vantagens competitivas. “A decisão de fazer mapeamento vai nessa linha e proporciona desenvolvimento para as regiões. O papel do Estado é importante para identificar esses potenciais. Este é o primeiro passo”, afirmou.

A infraestrutura de São Paulo e a proximidade dos mercados consumidores de energia permitem reduzir os custos de implantação e de interligação dos parques geradores eólicos em cerca de 10%, em relação a outras regiões do país. O aproveitamento do potencial paulista pode gerar também R$ 14 bilhões em investimentos, além de cerca de 50 mil empregos em todo o setor.

“Este lançamento é cheio de significado e está alinhado com a posição do Governo de São Paulo de estimular as energias renováveis”, disse Aníbal. Ele lembrou que o Estado tem uma das mais limpas do mundo, com 55% de participação das energias renováveis – a brasileira conta com 45,5% e a matriz mundial apenas 12,5%.

Conforme disse o secretário de Energia, o Atlas visa estimular ainda mais a diversificação da matriz e aumentar a participação das fontes limpas, fortalecendo a segurança e a eficiência energética.

A medição foi feita por meio de oito torres alocadas em diferentes regiões, com uma metodologia que permitiu mapear todo o Estado. O estudo considerou apenas os ventos com velocidade superior a 6,5 m/s, viáveis para a instalação de parques geradores.

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