Resíduos Sólidos

O Brasil produz 195 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos (lixo) por dia. Deste total, de acordo com a Cetesb, 26.340 toneladas/dia foram recolhidas das residências do Estado de São Paulo em 2010. Embora o excesso de lixo seja um problema, seu manejo, se devidamente administrado, pode se transformar em solução. O gerenciamento integrado de resíduos sólidos urbanos pode conservar e gerar energia.

A geração pode ocorrer por vários processos, como a queima do biogás recuperado dos depósitos de lixo, a incineração ou a gaseificação – todos utilizados como combustível. E há ainda a celulignina catalítica, um combustível sólido capaz de substituir petróleo e carvão. Este combustível é obtido com o beneficiamento do lixo após o processo de reciclagem.

Caso fosse totalmente aproveitado, estima-se que o potencial de geração de energia de todo o lixo seria suficiente para abastecer em 30% a demanda de energia elétrica atual do Brasil.

Todos os métodos têm como vantagem adicional evitar as emissões do gás metano (altamente prejudicial para a camada de ozônio) dos depósitos de lixo e prolongar a vida útil dos aterros sanitários. Além do mais, a geração de energia elétrica a partir dos resíduos sólidos agrega ganho ambiental e redução de custos: pela proximidade entre a geração e sua entrada no sistema de distribuição da concessionária local, os investimentos em transmissão são irrisórios.

O Estado de São Paulo gera atualmente 62 megawatts (MW) de biogás de aterros sanitários. De acordo com o estudo Matriz Energética do Estado de São Paulo 2035, que trata dos cenários de geração e consumo de energia nas próximas duas décadas, a produção de energia a partir de resíduos sólidos urbanos em 2015 deverá ser de 14 MW, e em 2020, de 74 MW. Já a partir do biogás de aterros serão produzidos 72 MW em 2015 e 86 MW em 2020.

Para 2035, as projeções indicam que São Paulo estará produzindo 391 MW de energia proveniente de resíduos sólidos, e 157 MW de biogás proveniente de aterros. A soma é de 548 MW – energia suficiente para atender uma metrópole de três milhões de habitantes.

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