Solar

A energia solar é o recurso energético mais abundante da Terra. Se houvesse tecnologia disponível para captar apenas uma fração dessa energia, ela seria suficiente para atender a todas as necessidades da humanidade.

Limpa e renovável, os desafios para o uso maciço da energia solar dizem respeito à sua competitividade e aplicabilidade em larga escala. Para isso, seria preciso que seus custos se aproximassem aos da geração de energia hidráulica.

De todo modo, sua utilização vem aumentando. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a capacidade de geração da energia solar global vem aumentando a uma taxa anual de mais de 40% desde 2000. Até 2050, espera-se que a energia solar forneça 11% da produção global de eletricidade, correspondendo a 3 mil gigawatts (GW) de capacidade instalada. Hoje, os países que mais a produzem são Japão, Estados Unidos e Alemanha.

No Brasil, há atualmente vários projetos em curso para o aproveitamento da energia solar, sobretudo por meio de sistemas fotovoltaicos de geração de eletricidade, cuja aplicação busca atender às comunidades isoladas da rede de energia elétrica e ao desenvolvimento regional. O mercado brasileiro de energia solar é incipiente, produzindo cerca de 2 megawatts (MW) anuais em projetos-pilotos.

Outra utilização da energia solar, esta mais difundida, é para aquecimento de água. Um sistema básico desta aplicação é composto de coletores solares (placas) e de reservatório térmico (boiler). As placas coletoras são responsáveis pela absorção da radiação solar e pela transferência desta energia para a água que circula no interior de suas tubulações.

O reservatório térmico é onde ocorre o armazenamento da água aquecida, pronta para o consumo. Esses equipamentos são muito utilizados em unidades residênciais (individuais e coletivas), hotéis, hospitais e até mesmo em laboratórios. 

São Paulo

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do governo do Estado de São Paulo já instala equipamentos de aquecimento solar nas unidades habitacionais de seus conjuntos. A medida representa significativa redução no consumo de energia, economia na conta de luz e redução do impacto ambiental.

Secretaria de Energia do Estado de São Paulo

A Secretaria de Energia do Estado de São Paulo está definindo suas diretrizes de política pública para a energia solar, incluindo em seu Plano Plurianual ações que determinarão o potencial solar e os incentivos ao desenvolvimento tecnológico. O Atlas Solar do Estado de São Paulo encontra-se em fase de elaboração.

A adoção de políticas de incentivo à pesquisa e linhas de crédito estabelecidas pelo Governo do Estado de São Paulo, Banco Interamericano de Investimento (BID) e Governo Federal devem ampliar o aproveitamento desta fonte de energia acima do previsto nas projeções atuais.

 

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